segunda-feira, 30 de maio de 2011

As revoluções liberais e o nacionalismo - 2º Ano

A restauração Absolutista: Congresso de Viena e a Santa Aliança.

As criticas a essa restauração:

Liberais: Luta pela liberdade individual, pelo direito de opção religiosa e pela participação política.

Democratas: Luta pelo sufrágio universal

Nacionalistas: Luta para unir grupos lingüísticos e históricos em uma só nação.

Comuns em todos a luta para a construção do estado nacional moderno e o fim de todos os regimes absolutistas.

A Primavera dos povos

Conjunto dos movimentos revolucionários ocorridos no ano de 1848 na Europa, questionavam a volta da ordem absolutista, e propunha a construção de um estado nacional.

Outros pontos em comum:
1) Estilo e sentimentos românticos.
2) Ideal de liberdade
3) Otimismo e ingenuidade, dialogando com um certo socialismo utópico.

Nação
“(...) A nação pode ser definida como uma comunhão de caráter (Uma orientação da vontade coletiva, compartilhada por outros membros) que brota de uma comunhão de destino (as circunstancias históricas).” IN OTO BAUER

Normalmente a nação é concebida como um grupo de pessoas unidas por laços naturais e portanto eternos (..) e que por causa destes laços, se torna a base necessária para a organização do poder sob forma de estado nacional”IN Dicionário de política de Bobbio.

Benedict Anderson ( 1989) talvez seja aquele que elabora o conceito que mais contribua para o entendimento das nações latino-americanas, diz ele,

“A nação é uma comunidade política imaginada – e imaginada como implicitamente limitada e soberana” (ANDERSON, 1989, 14)

COMUNIDADE POLITICA – Mesmo com toda a desigualdade e exploração que prevalecem sobre as nações ela é concebida como portadora de um “ companheirismo profundo e horizontal”. È justamente essa fraternidade que faz com que milhões de pessoas matem e morram voluntariamente por “imaginações tão limitadas”, as nações.

IMAGINADA – Pois nem mesmo os menores nações conhecem todos os seus compatriotas – Imagine nas rações latino-americanas, que após a independência e mesmo depois dela as fronteiras nunca estiveram claramente delimitadas.

LIMITADA – Pois mesmo que as fronteiras sejam questionáveis a nação possuiu fronteiras finitas.

SOBERANA – Nascidas em luta contra os reinos dinásticos a noção de soberania é fundante das novas nações.


A Unificação Italiana

As revoluções de 1848 na Itália tiveram um cará­ter essencialmente nacionalista. Pretendia-se libertar as regiões que se encontravam sob domínio austríaco e, a partir daí, concretizar a unificação italiana

O fracasso desse levante revolucionário demonstrou a necessidade de ajuda externa, a base da unificação então será com o apoio externo e não com um levante popular com a liderança do Estado de Piemonte-Sardenha.


A liderança do proces­so de unificação se dividiu entre os seguidores Risorgimento e os "ca­misas vermelhas" de Giuseppe Garibaldi (que já havia lutado pelos ideais republicanos no Brasil e em outras áreas da América Latina). A participação da França: a favor contra Rússia e Áustria. Contra: durante a conquista de Roma e dos Estados Pontifícios (teve que desistir devido as derrotas na Guerra Franco-Prussiana).
Questão Romana: O conflito entre o Estado e a Igreja na Itália que só foi resolvido em 1929 com o Tratado de Latrão que criou o Estado do Vaticano e tornou o catolicismo religião oficial na Itália.

A unificação Alemã

Históricos: Sacro Império Romano-Germânico século XVII:divisão em cerca de 300 unidades (por motivos religiosos, dinásticos ou políticos) após as Guerras Napoleônicas: 38 Estados na Confederação Germânica do Norte (sob a hegemonia Austríaca) →
1834, União aduaneira ou Zollverein (supressão das barreiras alfandegárias entre os Estados Alemães)
1870, forma-se o Estado Nacional Alemão.

A liderança da unificação coube a Prússia de Guilherme I, assistido por Bismarck. → aliança entre os Junkes (nobreza aristocrática que participava do estado e exercito alemães) e a alta burguesia (interessada na continuidade do processo de modernização da Alemanha). · Guerras de conquista: Contra a Dinamarca (teve o apoio da Áustria), Contra a Áustria (teve o apoio da Itália) e contra a França (na Batalha Franco Prussiana, onde a França perdeu os territórios da Alsácia e Lorena)

Propostas divergentes. O Risorgimento, composto pela alta bur­guesia e pela nobreza fundiária e orientado pelo conde e grande proprietário de terras Camilo di Cavour, visa­va à unificação com a implantação de uma monarquia liberal.

O movimento conhecido como Jovem Itália pretendia unificar o país e implantar um regime repu­blicano. Era apoiado pela pequena e média burguesia e liderado por Giuseppe Mazzini.

Com menor expressividade existiam os grupos religiosos que defendiam a idéia de que o melhor para a Itália seria constituir-se em uma nação presidida pelo papa. ·

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