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domingo, 19 de junho de 2011

O Imperialismo na África e na Ásia: Conceitualizações Teóricas - 2º Ano

“O Imperialismo surge (...) como um instrumento essencial para fazer face as contradições do capitalismo e para prolongar a sua sobrevivência, estendendo-as ao âmbito internacional com a exploração de outros povos” (PISTONE In BOBBIO, 1999, 612).

Vladimir Lênin definiu o Imperialismo como sendo o capitalismo em sua fase mais avançada, onde o monopólio substituiu a livre concorrência iniciando-se a partilha do mundo entre os países capitalistas mais desenvolvidos.

Há também uma dimensão ideológica, de que a dominação imperialista seria na verdade uma “missão civilizadora” em locais de “barbárie”, justificando assim assumir possessões em vários locais do mundo.

Grande parte dos autores marxistas reconhecem nas teses leninianas como sendo fundamentais para o entendimento do capitalismo, especialmente a idéia de que o imperialismo seria um estagio particular do capitalismo contemporâneo.

Já para Hanah Arendt para alem da dimensão econômica o expansionismo imperialismo também assume uma dimensão política incorporando a dimensão política ligada a burocracia colonial e o racismo.

Segundo Leila Leite Hernandez,

“Daí que o modelo arendthiano, apresentando uma discordância explicita na famosa idéia de Lênin de que o imperialismo é o último estágio do capitalismo, afirma que o ‘imperialismo colonial’ é a expressão política de capital e, por isso, o primeiro estagio político da burguesia” ( HERNANDEZ, 2005, p. 91 e 92).

Comum a todos esses autores é o entendimento do Imperialismo como sendo a expansão do Estado-Nação para alem de suas fronteiras, estabelecendo relações coloniais e inserindo as outras nações na periferia desse sistema.

Segundo Arrighi (1996) que essa “hegemonia” (conceito Gramsciano utilizado por ele para entender as relações entre as nações) é conseguida através da associação entre os seguintes fatores: Poder + dominação + pretensa liderança intelectual e pretensa liderança moral.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Formação dos Estados Nacionais - 2º Ano

A Unificação da Alemanha




A Unificação Italiana

A INDEPENDÊNCIA DA ITÁLIA

A unidade nacional era um desejo antigo, almejado por milhares de nacionalistas italianos. No entanto, A configuração político-territorial da Itália, no início de século XIX, sofreu grande intervenção por parte das medidas firmadas pelo Congresso de Viena de 1814. Com os acordos consolidados, a atual região da Itália ficou dividida em oito estados independentes ( parecia uma “colcha de retalhos ), sendo que alguns deles eram controlados pela Áustria.

Nesse mesmo período de recondicionamento da soberania monárquica, movimentos nacionalistas afloraram em diferentes partes da Itália. Ao mesmo tempo, as motivações e projetos desses grupos eram bastante variados. Envolvendo grupos de trabalhadores urbanos e rurais e alcançando até mesmo a burguesia nacional, o Risorgimento manifestava-se em ideais que passavam por tendências republicanas e, até mesmo, monárquicas.

Uma interessante manifestação nacionalista pôde ser contemplada com o aparecimento dos carbonários. A ação dos carbonários se estabeleceu ao sul da Itália sob a liderança do comunista Filippo Buonarotti. Lutando contra a ação dos governos absolutistas, o carbonarismo foi um dos mais importantes movimentos de bases popular da Itália.

Em 1831, Giuseppe Mazzini liderou outro movimento republicano representado pela criação da Jovem Itália. Mesmo não obtendo sucesso, o nacionalismo italiano ainda teve forças para avivar suas tendências políticas. No ano de 1847, uma série de manifestações anti-monárquicas tomaram conta da região norte, nos reinos de Piemonte e Sardenha, e ao sul no Reino das Duas Sicílias. No Reino da Lombardia consolidou-se um dos maiores avanços republicanos quando o rei foi “obrigado” a instituir um Poder Legislativo eleito pelos cidadãos.

Mesmo com a agitação dessas revoltas, a presença austríaca e o poder monárquico conseguiram resistir à crescente tendência republicana. Só com o interesse da burguesia industrial do norte da Itália, politicamente patrocinada pelo primeiro-ministro piemontês Camilo Benso di Cavour, que o processo de unificação começou a ter maior sustentação. Angariando o apoio militar e político dos Estados vizinhos e do Rei francês Napoleão III, em 1859, a guerra contra a Áustria teve seu início.

Temendo a deflagração de movimentos de tendência socialista e republicana, o governo francês retirou o seu apoio ao movimento de unificação. Ainda assim, Camilo di Cavour conseguiu unificar uma considerável porção dos reinos do norte. Nesse mesmo período, ao sul, Giuseppe Garibaldi liderou os “camisas vermelhas”, contra as monarquias sulistas. Para não enfraquecer o movimento de unificação, Garibaldi decidiu abandonar o movimento por não concordar com as ideias defendidas pelos representantes do norte.

Dessa maneira, os monarquistas do norte controlaram a unificação estabelecendo o rei Vítor Emanuel II. No ano de 1861, o Reino da Itália era composto por grande parte do seu atual território. Entre 1866 e 1870, após uma série de conflitos, as cidades de Veneza e Roma foram finalmente anexadas ao novo governo. A unificação da Itália teve seu fim no ano de 1929, quando após anos e anos de resistência da autoridade papal, o tratado de Latrão completou a formação da nação italiana.
__________ // __________

Apesar de representar uma luta histórica ao longo do século XIX, a unificação italiana não conseguiu prontamente criar uma identidade cultural entre o povo italiano. Além das diferenças de cunho histórico, linguístico e cultural, a diferença do desenvolvimento econômico observado nas regiões norte e sul foi outro entrave na criação do país.

Música
A Música Speranza, da cantora italiana Laura Pausini não fala diretamente sobre a unificação da Itália, porém, deixa explícito um sentimento de união e de busca por uma paz coletiva, sugerindo, aí, talvez um nacionalismo.


Speranza
Laura Pausini

Lui che qui arrivò che ritornerà
E porterà un sogno porterà realtà
Cuore di un'uomo immenso
Che non sa se troverà
Quel coraggio quell'avventura.

Lui che qui arrivò e che resterà
Lui lungo il cammino forse incontrerà
Occhi che come i suoi

Chiedono di felicità
Ricercando la vita
Vita, vite e speranza
E sogno, sogno, sogni e speranza
Pace, pace, pace e speranza
Occhi che come i suoi

Chiedono di felicità
Ricercando la vita
Vita, vite e speranza
E sogno, sogno, sogni e speranza
Pace, pace, pace e speranza
Oh

Pace
Vita, sogni e speranza
Pace, pace
Lui che qui arrivò che tornerà

Esperança
Laura Pausini
Revisar tradução
Ele que aqui chegou, que voltará
E levará um sonho, levará a realidade
Coração de um homem imenso
Que não sabe se achará
Aquela coragem, aquela aventura

Ele que aqui chegou e que ficará
Ele o longo caminho talvez encontrará
Olhos que como os seus

Pedem felicidade
Procurando a vida
Vida, vidas e esperança
E sonho, sonho, sonhos e esperança
Paz, paz, paz e esperança
Olhos que como os seus

Pedem felicidade
Procurando a vida
Vida, vidas e esperança
E sonho, sonho, sonhos e esperança
Paz, paz, paz e esperança
Oh

Paz
Vida, sonhos e esperança
Paz, paz
Ele que aqui chegou, que voltará






Unificação da Peninsula Ibérica
Formação da Península Ibérica


Desde os anos 3000 antes de Cristo, a Península Ibérica vem sendo invadida e ocupada por vários povos, como os iberos, os fenícios e os gregos. Mas foi com a invasão dos árabes muçulmanos que a nobreza decidiu se unir pra o que seria a Guerra da Reconquista.

Portugal tornou-se uma monarquia no século XII. Durante a Guerra da Reconquista, o cavaleiro que mais se destacou foi Henrique de Borgonha, que muito ajudou o rei Alfonso VI. Então recebeu a mão da filha do rei, Teresa, e juntos tiveram Alfonso Henriques que lutou contra castelhanos e conquistou a independência de Portugal e criou a dinastia de Borgonha. Assim, os portugueses expandiram o território com o povoamento, com uma base na agricultura. Navegações impulsionaram o mercantilismo português. Portugal teve três dinastias antes da proclamação da república em 1910: a de Borgonha, a de Avis e a de Bragança.
Espanha tornou-se uma monarquia no século XV. Antes da invasão dos mouros à cidade, a Espanha que hoje conhecemos era dividida em vários países, que eram os reinos de Castela, Leão, Aragão e Navarra. Para fortalecer a ideia de união e manter os muçulmanos afastados, os reis Fernando de Aragão e Isabel de Castela se casaram. Com a intenção de manter esse reinado, seria necessária uma acumulação de riquezas, que foi feita a partir do ideal das navegações marítimas em busca de especiarias das chamadas Índias.




Unificação da França
Letra em francês
Allons enfants de la Patrie,
Le jour de gloire est arrivé
Contre nous de la tyrannie
L'étendard sanglant est levé.
L'étendard sanglant est levé:
Entendez-vous dans les campagnes
Mugir ces féroces soldats!
Ils viennent jusque dans vos bras
Égorger vos fils et vos compagnes.
Aux armes citoyens,
Formez vos bataillons.
Marchons! Marchons!
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons
Que veut cette horde d'esclaves
De traîtres, de rois conjurés?
Pour qui ces ignobles entraves
Ces fers dès longtemps préparés
Ces fers dès longtemps préparés
Français, pour nous, Ah quel outrage
Quel transport il doit exciter!
C'est nous qu'on ose méditer
De rendre à l'antique esclavage
Quoi! Des cohortes étrangères
Feraient la loi dans nos foyers!
Quoi! Ces phalanges mercenaires
Terrasseraient nos fiers guerriers.
Terrasseraient nos fiers guerriers.
Grand Dieu! Par des mains enchaînées
Nos fronts, sous le joug, se ploieraient.
De vils despotes deviendraient
Les maîtres de nos destinées
Tremblez tyrans, et vous perfides
L'opprobe de tous les partis.
Tremblez, vos projets parricides
Vont enfin recevoir leur prix!
Vont enfin recevoir leur prix!
Tout est soldat pour vous combattre.
S'ils tombent nos jeunes héros,
La terre en produit de nouveaux
Contre vous, tous prêts à se battre
Français en guerriers magnanimes
Portez ou retenez vos coups.
Épargnez ces tristes victimes
A regrets s'armant contre nous!
A regrets s'armant contre nous!
Mais ce despote sanguinaire
Mais les complices de Bouillé
Tous les tigres qui sans pitié
Déchirent le sein de leur mère!
Amour Sacré de la Patrie
Conduis, soutiens nos braves vengeurs.
Liberté, Liberté chérie
Combats avec tes défenseurs
Combats avec tes défenseurs
Sous nos drapeaux, que la victoire
Accoure à tes mâles accents
Que tes ennemis expirants
Voient ton triomphe et nous, notre gloire
(« Couplet des enfants »)
Nous entrerons dans la carrière
Quand nos aînés n'y seront plus
Nous y trouverons leur poussière
Et la trace de leur vertus!
Et la trace de leur vertus!
Bien moins jaloux de leur survivre
Que de partager leur cercueil.
Nous aurons le sublime orgueil
De les venger ou de les suivre
Aux armes citoyens,
Formez vos bataillons.
Marchons! Marchons!
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons

Letra traduzia ao português
Estrofe 1
Avante, filhos da Pátria,
O dia da Glória chegou.
Contra nós, da tirania
O estandarte ensangüentado se ergueu.
O estandarte ensangüentado se ergueu.
Ouvis nos campos
Rugirem esses ferozes soldados?
Vêm eles até aos nossos braços
Degolar nossos filhos, nossas mulheres.
Às armas cidadãos!
Formai vossos batalhões!
Marchemos, marchemos!
Que um sangue impuro
Ágüe o nosso arado
Estrofe 2
O que quer essa horda de escravos
de traidores, de reis conjurados?
Para quem (são) esses ignóbeis entraves
Esses grilhões há muito tempo preparados?
Esses grilhões há muito tempo preparados?
Franceses! A vós, ah! que ultraje!
Que comoção deve suscitar!
É a nós que consideram
retornar à antiga escravidão!
Estrofe 3
O quê! Tais multidões estrangeiras
Fariam a lei em nossos lares!
O quê! Essas falanges mercenárias
Arrasariam os nossos nobres guerreiros
Arrasariam os nossos nobres guerreiros
Grande Deus! Por mãos acorrentadas
Nossas frontes sob o jugo se curvariam
E déspotas vis tornar-se-iam
Os mestres dos nossos destinos!
Estrofe 4
Tremei, tiranos! e vós pérfidos,
O opróbrio de todos os partidos,
Tremei! vossos projetos parricidas
Vão enfim receber seu preço!
Vão enfim receber seu preço!
Somos todos soldados para vos combater.
Se tombam os nossos jovens heróis
A terra de novo os produz
Contra vós, todos prontos a vos vencer!
Estrofe 5
Franceses, guerreiros magnânimos,
Levai ou retende os vossos tiros!
Poupai essas tristes vítimas
A contragosto armando-se contra nós.
A contragosto armando-se contra nós.
Mas esses déspotas sanguinários
Mas os cúmplices de Bouillé,
Todos os tigres que, sem piedade,
Rasgam o seio de suas mães!
Estrofe 6
Amor Sagrado pela Pátria
Conduz, sustém-nos os braços vingativos.
Liberdade, liberdade querida,
Combate com os teus defensores!
Combate com os teus defensores!
Sob as nossas bandeiras, que a vitória
Chegue logo às tuas vozes viris!
Que teus inimigos agonizantes
Vejam teu triunfo, e nós a nossa glória.
A estrofe seguinte, a sétima, cujo autor continua até hoje desconhecido, foi acrescida em 1792.
Estrofe 7
Entraremos na batalha
Quando nossos anciãos não mais lá estiverem.
Lá encontraremos as suas cinzas
E o resquício das suas virtudes!
E o resquício das suas virtudes!
Bem menos desejosos de lhes sobreviver
Que de partilhar o seu esquife,
Teremos o sublime orgulho
De os vingar ou os seguir

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Atividade Avaliativa - 2º Ano

DATA: A POSTAGEM DEVERÁ SER ENVIADA POR EMAIL ATÉ O DIA 08 DE JUNHO PARA O EMAIL WASHINGTONPROF@GMAIL.COM

Construa uma postagem (um recurso audiovidual de seu interesse, videos, mapas animados, história em quadrinho, charges, musica...) construa a história da unificação de uma dessas nações européias:

Inglaterra - Mariana, Luciana e Pedro Henrique
França - Franciele, Mariana Isler, Juliana, Leonardo Ferreiro.
Espanha e Portugal - Rafaela, Andreioa, Bruna, Catarina e Roberta.,
Alemanha - Daniel, Fernando, Gustavo, Paulo Ricardo.
Itália - Marcela, Paula, Rafaela Martino e João

A postagem deverá ser entregue no dia 09/06

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Atividade de aprofundamento (plantão de dúvidas) - Ensino Médio

Segue o link para a atividade de aprofundamento

Vestibular Unicamp 2011

Trata-se da segunda fase da Unicamp. respondam tão somente a parte de Ciências Humanas.

1º Ano - Responder questões 10 e 11
2º Ano - Reponder questões 1, 3 e 14
3º Ano - Responder questões 1, 5, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17 e 18.

Se tiverem duvidas entrem em contato pelos comentários.


Abraços Washington

As revoluções liberais e o nacionalismo - 2º Ano

A restauração Absolutista: Congresso de Viena e a Santa Aliança.

As criticas a essa restauração:

Liberais: Luta pela liberdade individual, pelo direito de opção religiosa e pela participação política.

Democratas: Luta pelo sufrágio universal

Nacionalistas: Luta para unir grupos lingüísticos e históricos em uma só nação.

Comuns em todos a luta para a construção do estado nacional moderno e o fim de todos os regimes absolutistas.

A Primavera dos povos

Conjunto dos movimentos revolucionários ocorridos no ano de 1848 na Europa, questionavam a volta da ordem absolutista, e propunha a construção de um estado nacional.

Outros pontos em comum:
1) Estilo e sentimentos românticos.
2) Ideal de liberdade
3) Otimismo e ingenuidade, dialogando com um certo socialismo utópico.

Nação
“(...) A nação pode ser definida como uma comunhão de caráter (Uma orientação da vontade coletiva, compartilhada por outros membros) que brota de uma comunhão de destino (as circunstancias históricas).” IN OTO BAUER

Normalmente a nação é concebida como um grupo de pessoas unidas por laços naturais e portanto eternos (..) e que por causa destes laços, se torna a base necessária para a organização do poder sob forma de estado nacional”IN Dicionário de política de Bobbio.

Benedict Anderson ( 1989) talvez seja aquele que elabora o conceito que mais contribua para o entendimento das nações latino-americanas, diz ele,

“A nação é uma comunidade política imaginada – e imaginada como implicitamente limitada e soberana” (ANDERSON, 1989, 14)

COMUNIDADE POLITICA – Mesmo com toda a desigualdade e exploração que prevalecem sobre as nações ela é concebida como portadora de um “ companheirismo profundo e horizontal”. È justamente essa fraternidade que faz com que milhões de pessoas matem e morram voluntariamente por “imaginações tão limitadas”, as nações.

IMAGINADA – Pois nem mesmo os menores nações conhecem todos os seus compatriotas – Imagine nas rações latino-americanas, que após a independência e mesmo depois dela as fronteiras nunca estiveram claramente delimitadas.

LIMITADA – Pois mesmo que as fronteiras sejam questionáveis a nação possuiu fronteiras finitas.

SOBERANA – Nascidas em luta contra os reinos dinásticos a noção de soberania é fundante das novas nações.


A Unificação Italiana

As revoluções de 1848 na Itália tiveram um cará­ter essencialmente nacionalista. Pretendia-se libertar as regiões que se encontravam sob domínio austríaco e, a partir daí, concretizar a unificação italiana

O fracasso desse levante revolucionário demonstrou a necessidade de ajuda externa, a base da unificação então será com o apoio externo e não com um levante popular com a liderança do Estado de Piemonte-Sardenha.


A liderança do proces­so de unificação se dividiu entre os seguidores Risorgimento e os "ca­misas vermelhas" de Giuseppe Garibaldi (que já havia lutado pelos ideais republicanos no Brasil e em outras áreas da América Latina). A participação da França: a favor contra Rússia e Áustria. Contra: durante a conquista de Roma e dos Estados Pontifícios (teve que desistir devido as derrotas na Guerra Franco-Prussiana).
Questão Romana: O conflito entre o Estado e a Igreja na Itália que só foi resolvido em 1929 com o Tratado de Latrão que criou o Estado do Vaticano e tornou o catolicismo religião oficial na Itália.

A unificação Alemã

Históricos: Sacro Império Romano-Germânico século XVII:divisão em cerca de 300 unidades (por motivos religiosos, dinásticos ou políticos) após as Guerras Napoleônicas: 38 Estados na Confederação Germânica do Norte (sob a hegemonia Austríaca) →
1834, União aduaneira ou Zollverein (supressão das barreiras alfandegárias entre os Estados Alemães)
1870, forma-se o Estado Nacional Alemão.

A liderança da unificação coube a Prússia de Guilherme I, assistido por Bismarck. → aliança entre os Junkes (nobreza aristocrática que participava do estado e exercito alemães) e a alta burguesia (interessada na continuidade do processo de modernização da Alemanha). · Guerras de conquista: Contra a Dinamarca (teve o apoio da Áustria), Contra a Áustria (teve o apoio da Itália) e contra a França (na Batalha Franco Prussiana, onde a França perdeu os territórios da Alsácia e Lorena)

Propostas divergentes. O Risorgimento, composto pela alta bur­guesia e pela nobreza fundiária e orientado pelo conde e grande proprietário de terras Camilo di Cavour, visa­va à unificação com a implantação de uma monarquia liberal.

O movimento conhecido como Jovem Itália pretendia unificar o país e implantar um regime repu­blicano. Era apoiado pela pequena e média burguesia e liderado por Giuseppe Mazzini.

Com menor expressividade existiam os grupos religiosos que defendiam a idéia de que o melhor para a Itália seria constituir-se em uma nação presidida pelo papa. ·

domingo, 8 de maio de 2011

A vinda da Família Real para o Brasil (2º Ano, semana de 09 a 13 de Maio)

Com a invasão Napoleônica na península Ibérica em 1808, a família Real se transfere para o Brasil, tornando a colônia em centro das decisões do governo português.

Por conta disso varias medidas são adotadas:

1) Revogação do Alvará de 1785 que impedia o Brasil de comercializar com outras nações. Atendendo assim aos interesses ingleses.

2) Estabelecimento da Biblioteca Real no Rio de Janeiro e o primeiro jornal impresso no Brasil a Gazeta do Rio de Janeiro.

3) Medidas higiênicas e Sanitárias também foram adotadas.

4) Houve também um incremento na urbanização do Rio de Janeiro.

A grande presença de portugueses na colônia e as regalias para eles conferidas trouxeram grande insatisfação para os nativos que insurgiram em diferentes movimentos como a Insurreição Pernambucana de 1817.

Com o fim da invasão francesa, as elites portuguesas exigem, sobretudo depois da revolução do porto de 1820, a volta de Dom João VI.

D. João VI volta para Portugal e deixa seu filho D. Pedro I, como príncipe regente no Brasil.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tiradentes o Herói da República


Tiradentes foi transformado em herói pela República, para isso sua imagem foi associada a de Jesus, como se pode perceber nesse quadro de Pedro Américo em 1893.

domingo, 1 de maio de 2011

O processo de independência da América portuguesa (2 Ano, semana de 02a 05 de maio)

A Conjuração Mineira

· Os conspiradores pertenciam à elite colonial, eram fazendeiros, padres, funcionários públicos, advogados e militares de alta patente.

· Alguns tinha inclusive estudado na Europa onde tiveram contato com idéias iluministas.

· E única exceção foi Joaquim José da Silva Xavier: O Tiradentes

· Tiradentes era alferes, dentista pratico e tropeiro. As razões pelas quais participou do levante ainda não são plenamente conhecidas, provavelmente por algum idealismo e/ou por querer fazer parte daquela elite, caso o movimento fosse vitorioso.

Propostas

· Separar de Portugal e estabelecer um regime republicano no Brasil.

· Extinguir os monopólios reais e a proibição de construir manufaturas no Brasil.

· Separar a igreja do Estado

· A questão da escravidão não foi definida.

O levante

Durante a derrama: período de cobrança dos impostos o levante teria inicio.

Mas o Visconde de Barbacena sabendo da possibilidade do levante não realiza a cobrança dos impostos, o que frustra a ação dos conspiradores.

A reação da Coroa

A Coroa começa a investigar o ocorrido e alguns delatores dizem o que estava ocorrendo, o mais conhecido Joaquim Silvério dos Reis.

34 pessoas forma presas por crime de lesa –majestade. 11 foram sentenciados á morte, mas apenas Tiradentes foi executado.

O real significado histórico do movimento

No Período Republicano Tiradentes foi convertido em herói, o que acabou deixando de lado o real significado histórico do movimento da conjuração mineira que foi o conflito entre elites econômicas da colônia e do reino.

As Independências da America Inglesa e da América Espanhola (2o Ano, semana de 25 a 29 de Abril)

A Independência da America Inglesa

  • · Fatores estruturais: Revolução industrial na Inglaterra e necessidade de expandir mercado consumidor e conseguir mais matérias primas.
  • · Fatores conjunturais: Guerra dos Sete anos (Inglaterra X Espanha) que esvaziaram os cofres públicos ingleses.
  • · A Guerra dos Sete anos deu armas, munições e experiência bélica para os colonos.
  • · Inglaterra – As leis proibitivas
  • · Serie de tarifações sobre os colonos: lei do melaço, lei do chá, lei do selo... que provocou uma serie de reações dos colonos
  • · 1774 – Primeiro Congresso Continental da Filadélfia – Pede o fim das medidas restritivas ao desenvolvimento das colônias.
  • · Repressão inglesa e intensificação dos conflitos armados.
  • · 1776 – Segundo Congresso Continental da Filadélfia e declaração da Independência. George Washington Primeiro presidente.

A Independência da América Espanhola

  • · Contexto Social: formação de uma elite nativa (criolla) que queria um maior espaço político-econômico na colônia.
  • · Essa elite promoveu o processo de independência e definiu os limites desse processo.
  • · Ideologicamente inspiravam-se no liberalismo, sem, contudo tratar de questões sociais.
  • · Socialmente os colonos driblavam varias das leis ditadas pela Espanha “Obedezo, pero no cumplo”.
  • · A revolução Francesa e a independência das treze colônias, também forma outro forte inspiração.
  • · O fato de Napoleão ter invadido a Espanha e expulsado os Bourbons e entregado o poder nas mãos de seu irmão José Bonaparte, gerou uma crise no governo espanhol e fortaleceu o anseio dos criollos.
  • · Entre 1721 e 1780 – Todos os países da America Espanhola se tornaram independente.
  • · Alguns lideres como Simon Bolívar, José de San Martín e AntonioJosé de Sucre se destacaram.
  • · Em geral as independências na América espanhola consolidaram o poder de uma classe já dominante na esfera colonial.
  • · Disputa entre os unitaristas (forte poder central) e federalistas (política descentralizada).
  • · Constituíram regimes republicanos federalistas com o apoio inglês e norte-americano e fortalecendo o pode dos lideres locais. Os Caudilhos.