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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Atividade 3º Ano

Escolha um tema atual e que esteja em discussão hoje no Brasil e/ou no mundo e escreva um texto de no minimo 20 linhas que se atente as seguintes questões:

- Seja propositivo;
- Estabeleça relações possíveis;
- Evite anacronismos;
- Relação início/meio/fim
- Cuidado com os conceitos
- Evite expressões como: “nunca”, “inevitavelmente”, “com certeza”...
- Mostrar erudição sem ser pedante

O prazo de entrega é até a proxima quinta-feira. Atenciosamente Washington

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Simulado - 3º Ano

Unifesp/2009
"Nós queremos, um dia, não mais ver classes nem castas; portanto comecem já a erradicar isso em vocês mesmos. Nós queremos, um dia, ver no Reich uma só peça, e vocês devem já se educar nesse sentido. Nós queremos que esse povo seja, um dia, obediente, e vocês devem treinar essa obediência. Nós queremos que esse povo seja, um dia, pacífico, mas valoroso, e vocês devem ser pacíficos."
(Adolf Hitler, no Congresso Nazista de Nuremberg, 1933. In: "O triunfo da vontade", filme de Leni Riefenstahl, 1935.)

O trecho identifica algumas das características do projeto nazista, que governou a Alemanha entre 1933 e 1945. Entre elas, a:
a) Defesa da adoção do comunismo, expressa na idéia de supressão de classes.
b) Recusa do uso da violência, expressa na idéia de povo pacífico.
c) Submissão total da sociedade ao Estado, expressa na idéia de obediência.
d) Ampliação do acesso ao ensino básico, expressa na idéia de auto-educação.
e) Eliminação das divisões nacionais, expressa na idéia de Reich (Império).

RESPOSTA LETRA C

Ufrj/2009
"O fascismo rejeita na democracia o embuste convencional da igualdade política, o espírito de irresponsabilidade coletiva e o mito da felicidade e do progresso indefinido [...] Não se deve exagerar a importância do liberalismo no século passado, nem convertê-lo numa religião da humanidade para o presente e o futuro, quando na realidade ele foi apenas uma das muitas doutrinas daquele século [...] Agora o liberalismo está prestes a fechar as portas de seu templo deserto [...] O presente século é o século da autoridade, um século da direita, um século fascista" (Benito Mussolini)
Fonte: MAZOWER, Mark. "Continente sombrio: a Europa no século XX". São Paulo: Companhia das Letras, 2001, p. 29.

O discurso proferido por Mussolini explicita a concepção política fascista nos anos 20 e 30 do século passado.
Cite dois aspectos do regime fascista contrários aos princípios liberais.
O aluno deverá citar, dentre outras, as seguintes características dos regimes fascistas que se opõem aos princípios liberais: Estado totalitário, corporativismo, unipartidarismo, culto à personalidade.


Uel/2009
Considere as afirmativas.

I - O nazismo é um regime considerado totalitário. Caracteriza-se pelo poder forte e autoritário (sujeição da população), pela defesa nacional (exacerbando o racismo e a xenofobia) e por um Estado policial. Tem consigo o gérmen da guerra e é fortemente amparado pela propaganda. O totalitarismo, no século XX, teve um êxito incontestável.
II - A violência de caráter militar e psicológica configura-se em base de sustentação dos regimes totalitários. No caso da Alemanha, a perseguição dos alemães aos judeus, culminando com o holocausto, mostra não somente uma prática violenta e cruel, como também um motivo para tantas adesões dos indivíduos ao regime nazista de Hitler.
III - Os regimes totalitários nasceram no final da II Guerra Mundial com a finalidade de evitar que o poder caísse nas mãos da esquerda. Dessa forma, pode-se considerar que esse projeto político configura-se em uma obra de poucos homens, com a intenção de restringir a democracia e impedir uma crise do mundo capitalista.
IV - O nazismo e o fascismo nasceram como uma ofensiva à Revolução Russa. O temor ao "perigo vermelho" e a consequente disseminação da proposta socialista apontava para o estabelecimento de uma nova ordem mundial, e a instauração de regime totalitários na Europa faz recrudescer as tentativas de implementar uma outra realidade histórica.

Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e III são corretas.
c) Somente as afirmativas II e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

RESPOSTA CORRETA LETRA A

Uel/2009
[...] em nenhum dos dois Estados fascistas o fascismo "conquistou o poder", embora na Itália e na Alemanha se explorasse muito a retórica de se "tomar as ruas" e "marchar sobre Roma". Nos dois casos o fascismo chegou ao poder pela convivência com, e na verdade (como na Itália) por iniciativa do velho regime, ou seja, de uma forma "constitucional".
A novidade do fascismo era que, uma vez no poder, ele se recusava a jogar segundo as regras dos velhos jogos políticos, e tomava posse completamente onde podia. A transferência total de poder, ou a eliminação de todos os rivais, demorou mais na Itália que na Alemanha (1933-4), mas, uma vez realizada, não havia mais limites políticos internos para o que se tornava, caracteristicamente, a desenfreada ditadura de um supremo "líder" populista (Duce; Führer).
(HOBSBAWN, E. "A Era dos Extremos: o breve século XX (1914 - 1991)". São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 130.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre os fascismos na Itália e na Alemanha, é correto afirmar.
a) Nos fascismos alemão e italiano, o centro da ação política deslocava-se das aristocracias econômicas e/ou políticas para o partido único, mobilizador de massas.
b) Os fascismos originaram-se do socialismo e, por este motivo, as experiências históricas fascistas na Alemanha e na Itália tiveram violenta oposição das suas burguesias industriais e financeiras.
c) O nazismo, devido ao seu caráter nacionalista, não reivindicava territórios de outros países, elegendo a Alemanha como a única pátria e território dos alemães.
d) Os fascismos italiano e alemão estimulavam a luta de classes e os conflitos industriais entre o capital (burguesia) e o trabalho (proletariado).
e) Depois de chegarem ao governo, os partidos fascistas perderam poder. As organizações paramilitares do nazismo (tropas de assalto) e do fascismo italiano (squadristi) nasceram para substituir os partidos fascistas enfraquecidos.

RESPOSTA LETRA A

Pucpr/2009
A Segunda Guerra Mundial foi um dos eventos mais avassaladores e sangrentos da história da humanidade. Podemos citar várias causas que levaram à ocorrência desse terrível conflito, mas a principal foi a ascensão dos regimes fascistas em vários países europeus, em especial do nacional socialismo na Alemanha. Foi surpreendente a ascensão dos nazistas na Alemanha, um país com uma população altamente instruída e cenário de um desenvolvimento extraordinário das ciências e da cultura.
Indique o que possibilitou a chegada de Hitler ao poder na Alemanha em 1933:
a) Os nazistas deram um golpe de Estado em 1933, que derrubou os comunistas do poder. Auxiliados principalmente por setores descontentes das forças armadas e da nobreza prussiana, puderam instituir uma democracia parlamentar fascista que possibilitaria a construção da comunidade étnica pan-germânica.
b) A aliança com setores conservadores de outros países com governos fascistas, como a Itália de Mussolini, a Áustria de Dollfuss e a Espanha de Franco, permitiu aos nazistas conquistarem a confiança das grandes corporações industriais alemãs e do setor financeiro, o que deu base para que o presidente Hindenburg o indicasse como chanceler.
c) A defesa da família e do campesinato por parte dos nazistas fez com que as Igrejas Católica e Protestante apoiassem a eleição dos nazistas.
d) A crise econômica do final da década de 1920 e início de 1930 arruinou a pequena burguesia urbana e setores do campesinato alemães. Ansiando por uma liderança política forte, que pudesse solucionar a crise econômica e enfrentar o comunismo, esses segmentos votaram fortemente nos nazistas.
e) A votação considerável recebida pelos nazistas não foi suficiente para lhes dar maioria absoluta para chegar ao poder. Assim, eles tiveram que formar uma grande coalizão com social-democratas, comunistas e liberais para atingir esse objetivo.

RESPOSTA LETRA D

Mackenzie/2009
"O fascismo não é apenas fundador de instituições. É também educador. Pretende reconstruir o homem, seu caráter, sua fé. Para atingir esse objetivo, o fascismo conta com a autoridade e disciplina capazes de penetrar no espírito das pessoas e aí reinar completamente."
Benito Mussolini

O governo fascista italiano empenhou-se em fazer da educação pública um instrumento capaz de impor sua doutrina para toda a sociedade. O ideal básico da doutrina fascista era
a) submeter o indivíduo à total obediência ao Estado, começando com a educação infantil e com a militarização da vida escolar.
b) promover, para os jovens, competições esportivas e desfiles paramilitares, visando exaltar a capacidade intelectual dos indivíduos.
c) a transformação das instituições educacionais, voltadas para a excelência do conhecimento acadêmico e intelectual.
d) propagar a educação física e a preparação militar, capazes de dotar o indivíduo de uma mente analítica.
e) exaltar a inteligência crítica e o bom desempenho acadêmico dos indivíduos, futuros construtores da nação.

LETRA A

Ibmecps/2009
Podemos relacionar o trecho "os exilados que exportaram a cultura de Weimar para todo o Mundo" com:

"Quando pensamos em Weimar [na República de Weimar], pensamos em modernismo em arte, literatura e pensamento; pensamos em rebelião, dos filhos com os pais, dos dadaístas contra a arte, berlinenses contra os musculosos filisteus, libertinos contra moralistas retrógrados; pensamos em "A Ópera dos três vinténs", "O Gabinete do Dr. Caligari", "A Montanha Mágica", Bauhaus, Marlene Dietrich. E pensamos, acima de tudo, nos exilados que exportaram a cultura de Weimar para todo o Mundo."
(GAY, Peter. "A cultura de Weimar". São Paulo: Paz e Terra, 1978.)

a) O final da Grande Guerra em 1918, quando a Alemanha, obrigada a assinar o Tratado de Versalhes, caiu numa forte crise política e econômica.
b) A quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929, que afetou a Alemanha, em melhores condições econômicas nesse momento, e levou-a ao colapso.
c) O início da Primeira Guerra Mundial em 1914, quando a Alemanha e a Áustria-Hungria declararam guerra à Rússia e à França.
d) A ascensão do nazismo em 1933, que trouxe consigo a suspensão dos direitos civis e a gradativa marginalização dos judeus.
e) Ao início da Segunda Guerra Mundial em 1939, quando a Alemanha realizou a Blitzkrieg (guerra-relâmpago) sobre a Polônia, anunciando o desejo de um império alemão.

LETRA D

Pucrs/2008
Responder a questão com base nas afirmativas a seguir, sobre a emergência e consolidação dos regimes totalitários na Alemanha e na Itália no período Entre-Guerras.

I. Os movimentos totalitários constituíram uma reação contra o contexto de intensa crise econômica e política do pós-Primeira Guerra. Essa reação se opunha, no plano doutrinário, tanto ao comunismo quanto ao liberalismo.
II. As camadas mais pobres das populações alemã e italiana, os subempregados, os trabalhadores não-especializados e os jovens que não conseguiam ingressar no mercado de trabalho não aderiram aos movimentos totalitários, permanecendo como uma base social de apoio às esquerdas.
III. Os movimentos totalitários caracterizaram-se pela intensa propaganda e por frequentes desfiles cívicos, com forte apelo patriótico em favor da recuperação interna e da expansão colonialista.
IV. Uma das principais diferenças entre o fascismo e o nazismo reside no fato de que o regime totalitário italiano, ao contrário do alemão, não organizou milícias como braço armado do partido.

Estão corretas apenas:
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) III e IV.
e) I, II e IV.

LETRA B

Ufmg/2008
Leia este trecho:

"Camisas negras de Milão, camaradas operários!
Há cinco anos as colunas de um templo que parecia desafiar os séculos desabaram. O que havia debaixo destas ruínas? O fim de um período da história contemporânea, o fim da economia liberal e capitalista [...] Diante deste declínio constatado e irrevogável, duas soluções aparecem: a primeira seria estatizar toda a economia da Nação. Afastamo-la, pois não queremos multiplicar por dez o número dos funcionários do Estado.
Outra impõe-se pela lógica: é o corporativismo englobando os elementos produtores da Nação e, quando digo produtores, não me refiro somente aos industriais mas também aos operários. O fascismo estabeleceu a igualdade de todos diante do trabalho. A diferença existe somente na escala das diversas responsabilidades. [...] O Estado deve resolver o problema da repartição de maneira que não mais seja visto o fato paradoxal e cruel da miséria no meio da opulência."
(Discurso de Mussolini dirigido aos operários milaneses, em 7 de outubro de 1934. In: MATTOSO, Kátia M. de Queirós. "Textos e documentos para o estudo da história contemporânea (1789-1963)". São Paulo: Hucitec: Edusp, 1977. p. 175-177.)

A partir dessa leitura e considerando-se outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar que o fascismo italiano
a) era anticapitalista e se propunha instalar uma nova ordem social coletivista, sem classes.
b) fazia uma defesa veemente do trabalho, destacando-o como elemento unificador das forças sociais.
c) propunha a união do capital e do trabalho, mediada pelo Estado e baseada no corporativismo.
d) se considerava criador de um tempo e de um homem novos, no que rivalizava com o discurso socialista.

LETRA A

Fgv/2008
Leia as afirmativas sobre o período do entre-guerras.

I. Fundado no início dos anos 1920, o Partido Nacional Fascista torna-se rapidamente, na Itália, um forte movimento de massas ao defender o liberalismo político e os direitos individuais.
II. Mussolini e Hitler chegam ao poder na mesma época e da mesma forma: por meio de golpe de Estado.
III. No livro "Mein Kampf" (Minha Luta), Hitler pregava uma nova ordem mundial baseada no nacionalismo e no racismo, assim como defendia o fim da decadente civilização liberal e do comunismo.
IV. A Guerra Civil Espanhola (1936) opôs franquistas, que contaram com o apoio da Alemanha nazista e da Itália fascista, e os republicanos, apoiados pelas brigadas internacionais.
V. A Ação Integralista Brasileira (AIB), liderada por Plínio Salgado, foi, no Brasil, o partido político que mais se aproximou das idéias totalitárias dos anos 1930 e tinha como lema "Deus, Pátria e Família".

São corretas as afirmativas
a) I, II e III, apenas.
b) I, III e IV, apenas.
c) II, III, V, apenas.
d) III, IV e V, apenas.
e) I, II, III, IV e V.

LETRA D

Uece/2008
O Fascismo pode ser definido como uma ideologia e um sistema político. Foi introduzido na Itália por Mussolini e vigorou no período de 1922 a 1945.
Assinale a alternativa que apresenta suas principais características.
a) Anti-arianismo e nacionalismo exacerbado.
b) Corporativismo, totalitarismo, nacionalismo e anti-comunismo.
c) Tolerância religiosa e pluralismo cultural.
d) Desenvolvimento econômico e não intervenção do Estado.

LETRA B

Uerj/2007

Há setenta anos iniciava-se a Guerra Civil Espanhola, que se estendeu até 1939 e foi uma das mais violentas lutas civis ocorridas no período entre guerras.
Descreva, em linhas gerais, a Guerra Civil Espanhola e um dos posicionamentos adotados por países europeus em relação a esse conflito.
Resposta:
A Guerra Civil Espanhola foi uma batalha ideológica entre adeptos do fascismo e do socialismo, iniciada em 1936 com a revolta de líderes do Exército contra as crescentes tendências socialistas e anticlericais do governo eleito da Frente Popular Republicana.
Um dentre os posicionamentos:
- a intervenção dos países fascistas 'Alemanha e Itália' a favor dos nacionalistas, que englobavam monarquistas, católicos e membros da Falange Fascista, que se expressou, entre outros aspectos, pelo envio de armamentos
- o apoio da União Soviética e de simpatizantes de esquerda de todo o mundo, que formaram as Brigadas Internacionais de voluntários
- a neutralidade da Inglaterra e da França (Liga das Nações), que, embora reconhecessem a legitimidade do governo republicano eleito, optaram por uma política de não-intervenção
Uel/2007
O fascismo brasileiro, criado em 1932, foi um movimento social de extrema direita. Assinale a alternativa que indica a denominação que lhe foi dada no Brasil:
a) Nazismo.
b) Integralismo.
c) Populismo.
d) Autoritarismo.
e) Totalitarismo.

LETRA B

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Revolução Russa - 3º Ano

A Revolução Russa

A Rússia as vésperas da Revolução

• População de 160 milhões de pessoas era constituída por indivíduos de diferentes nacionalidades.
• Estado despótico, concentrado nas mãos do czar, apoiado pela nobreza proprietária de terras e pela Igreja Ortodoxa Russa.
• A Economia baseava-se na agricultura e grande parte da população vivia nos campos.
• Em meados do século XIX inicia-se um processo de industrialização e com isso surge um movimento operário que é influenciado pelo pensamento marxista.
Marx afirmava que a revolução socialista deveria triunfar nos países mais industrializados, onde o proletariado seria mais numeroso e organizado. Tal previsão falhou redondamente porque, nos países mais desenvolvidos, os operários já haviam conquistado certos direitos e benefícios, o que diminuiu seu entusiasmo por uma revolução armada.


A Organização Política das classes médias e dos trabalhadores
Politicamente os operários começaram a se reunir no Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR) que se dividia em dois agrupamentos distintos:

Mencheviques: liderados por Yuly Martov e Georgy Plekanov, defendiam a tese de que a luta contra o czarismo deveria passar por uma etapa democrático-burguesa.

Bolcheviques: Liderados por Lênin, defendiam a necessidade de uma revolução proletária conduzida por uma organização clandestina, de revolucionários profissionais (A "vanguarda revolucionária"), centralizados e submetidos à rigorosa disciplina.

O “Domingo Sangrento”

Em 1905 o czar manda metralhar trabalhadores que pacificamente reinvidicavam à volta ao trabalho dos operários da Usina de Putilov (que ano antes tinham lutado por melhores condições de trabalho), alem de uma serie de reformas sociais, políticas, religiosas e fiscais.

Em reação ao Domingo Sangrento, greves e manifestações eclodiram em todo o país. Foi nessas manifestações que surgiram os sovietes.

“Soviet, em russo, significa “conselho”. O termo designava as assembléias ou os conselhos de deputados eleitos e formados por operários, soldados e camponeses no decorrer das revoluções de 1905 e 1907. Duramente reprimidos e extintos após a revolução de 1905, os sovietes renasceram em 1917 e se tornaram, após a Revolução de Outubro, um órgão deliberativo do Estado” (BRAIK & MOTA, 2007, p. 543).

Revolução de Fevereiro de 1917: o fim do regime czarista

O Fracasso dos exércitos czaristas na primeira guerra mundial, somados a inflação desenfreada, falta de alimentos e á insatisfação dos camponeses e operários levaram á manifestações espontâneas de rua, greves operárias e atos de insubordinação dos soldados levaram a queda do czar.

As autoridades imperiais forma exoneradas de seus cargos e substituídas por elementos nomeados pelos sovietes.

Estabelece-se uma ligação entre o governo provisório, de caráter liberal, e o soviete de Petrogrado, eleito pelos operários e soldados.

Em abril Lênin apresenta ao Partido Bolchevique, as suas “teses de Abril”, em que propunha que todo o poder deveria ser dado aos sovietes, supressão dos exércitos, da polícia, nacionalização das terras... Tais questões foram rejeitadas, o partido Bolchevique foi colocado na ilegalidade e Lênin refugiou-se na Finlândia.

Revolução de Outubro de 1917: a ascensão dos Bolcheviques.

Em Outubro Lênin volta do exílio, se torna líder dos bolcheviques e começa a articular para derrubar o Governo Provisório.

Apoiado pelo poder dos sovietes, os Bolcheviques tomam o poder e determinam uma série de medidas:

· Saída da Rússia da Primeira guerra Mundial.

· Anulação dos títulos de nobreza

· Separação entre Igreja e Estado.

· Liberdade de expressão, de imprensa, de greve e de associação

Os antigos oficiais monarquistas e políticos conservadores, com o apoio dos países vitoriosos da primeira Guerra (sobretudos Inglaterra e França) constituem um exercito para retomar o poder, o “exército branco”.

Os bolcheviques organizaram então o “exército vermelho” que impediu a tentativa de retomada do poder por parte dos monarquistas e conservadores e anexou territórios perdidos na primeira guerra mundial, fundando assim a União das repúblicas Socialistas Soviéticas – a URSS

Para controlar e dinamizar a economia do novo país foi criada a NEP – Nova Política Econômica, que permitia uma abertura a iniciativa privada dentro do novo estado.

A Abertura econômica não foi acompanhada de uma abertura política, com a morte de Lênin o poder concentrou-se nas mãos de Stalin.

Stalin governou com poderes ditatoriais, as liberdades individuais forma suspensas e os seus adversários políticos forma perseguidos.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Revolução Russa (Parte I) - 3o Ano

A Rússia as vésperas da Revolução

• População de 160 milhões de pessoas, era constituída por indivíduos de diferentes
nacionalidades.
• Estado despótico, concentrado nas mãos do czar, apoiado pela nobreza proprietária de terras e pela Igreja Ortodoxa Russa.
• A Economia baseava-se na agricultura e grande parte da população vivia nos campos.
• Em meados do século XIX inicia-se um processo de industrialização e com isso surge um movimento operário que é influenciado pelo pensamento marxista.

A Organização Política das classes médias e dos trabalhadores


Politicamente os operários começaram a se reunir no Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR) que se dividia em dois agrupamentos distintos:

Mencheviques: liderados por Yuly Martov e georgy Plekanov, defendiam a tese de que a luta contra o czarismo deveria passar por uma etapa democrático-burguesa.

Bolcheviques: Liderados por Lênin, defendiam a necessidade de uma revolução proletária conduzida por uma organização clandestina, de revolucionários profissionais (A "vanguarda revolucionária"), centralizados e submetidos a rigorosa disciplina.

Atividade de aprofundamento (plantão de dúvidas) - Ensino Médio

Segue o link para a atividade de aprofundamento

Vestibular Unicamp 2011

Trata-se da segunda fase da Unicamp. respondam tão somente a parte de Ciências Humanas.

1º Ano - Responder questões 10 e 11
2º Ano - Reponder questões 1, 3 e 14
3º Ano - Responder questões 1, 5, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17 e 18.

Se tiverem duvidas entrem em contato pelos comentários.


Abraços Washington

domingo, 29 de maio de 2011

Atividade Avaliativa - 3° Ano

Para o dia 10 de Junho

Objetivo:

Entender o inicio da República no Brasil procurando perceber pontos de contato e pontos de diferenciação entre o Brasil e mundo no inicio do século XX.


Atividade:
Em dupla ou trio elabore um fanzine sobre um dos textos selecionados abaixo.




A influência Militar na primeira republica - Jessica


A Coluna Prestes uma abordagem necessaria

Mateus e Ingrid
Luiz Carlos Prestes no Nordeste - Matesa



















Levarei um fanzine na sala para que vocês vejam. Abaixo segue um video que pode tambem ajudar. Abraços Washington





Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918) - 3º Ano

A I Guerra Mundial é o acontecimento que realmente dá início ao século XX, pondo fim ao que se convencionou chamar de Belle Epoque – 1871-1914: período em que as grandes potências européias não entraram em guerra entre si e a burguesia viveu sua época de maior fastígio, graças à expansão do capitalismo imperialista e à exploração imposta ao proletariado.



Os fatores que provocaram a I Guerra Mundial podem ser divididos em gerais e específicos. Examinemo-los:


Fatores gerais



• Disputa dos mercados internacionais pelos países industrializados, que não conseguiam mais escoar toda a produção de suas fábricas. Tal concorrência era particularmente acirrada entre a Grã-Bretanha e a Alemanha.
• Atritos entre as grandes potências devido a questões coloniais. Alemanha, Itália e Japão participaram com atraso da corrida neocolonialista e estavam insatisfeitos com as poucas colônias que haviam adquirido.
• Exacerbação dos nacionalismos europeus, manipulados pelos respectivos governos como um meio de obter a adesão popular à causa da guerra. Há que considerar ainda o nacionalismo das populações que se encontravam sob o jugo do Império Austro-Húngaro ou do Império Russo e ansiavam pela independência.



Antecedentes



Depois de unificar a Alemanha em torno do Reino da Prússia, dando origem ao II Reich (Império Alemão, 1871-1918), o chanceler (primeiro-ministro, nos países de língua alemã) Bismarck procurou tecer uma Política de Alianças com as demais potências européias, a fim de manter a França isolada e neutralizar o revanchismo francês. Essa política teve sucesso (exemplo: a União dos Três Imperadores, celebrada entre Alemanha, Áustria-Hungria e Rússia), mas foi abandonada após 1890, quando Bismarck se afastou da vida política.



O novo imperador da Alemanha, Guilherme II (conhecido como o Kaiser, 1888-1918), adotou uma política militarista que minou as relações com a Rússia e a Grã-Bretanha: a primeira irritou-se com o estreitamento da aliança entre Alemanha e Áustria-Hungria, além do apoio dado pelos alemães à Turquia; a Grã-Bretanha, já prejudicada com a concorrência industrial e comercial alemã, inquietou-se com os planos do Kaiser no sentido de criar uma poderosa marinha de guerra e construir uma ferrovia ligando Berlim a Bagdá (cidade do Império Otomano relativamente próxima do Golfo Pérsico).



Em consequência, houve um remanejamento de posições das potências européias. O resultado foi a formação de dois blocos opostos:


Tríplice Aliança: Alemanha, Áustria-Hungria e Itália. Esta uniu-se à Alemanha em represália à França, que frustrara a pretensão italiana de conquistar a Tunísia. Mas o fato de a Áustria-Hungria fazer parte do bloco incomodava os italianos, devido à questão das “cidades irredentas”.



“A aliança entre Alemanha e Aústria-Hungria se explicava pela necessidade de manter o equilíbrio interno do novo império Alemão. A aproximação com a Itália estava indiretamente ligada á unificação territorial tardia dos alemães e dos alemães e o atraso desses povos na corrida armamentista” (BRAICK & MOTA, 2007, p. 536)



Tríplice Entente: Inglaterra (ou melhor, Grã-Bretanha), França e Rússia. Esse nome vem de Entente Cordiale (“Entendimento Cordial”) – forma como o governo francês definiu sua aproximação com a Inglaterra, de quem a França era adversária tradicional.



O período que antecedeu a eclosão da I Guerra Mundial é conhecido pelo nome de Paz Armada, pois as grandes potências, convencidas da inevitabilidade do conflito e até mesmo desejando-o, aceleraram seus preparativos bélicos (exceto a Itália, que não estava bem certa do que iria fazer).





Por duas vezes, em 1905 e 1911, a Alemanha provocou a França a respeito do Marrocos, mas as crises foram contornadas.



O início da guerra



Até 1912, o enfraquecido Império Otomano ainda conservava nos Bálcãs uma faixa territorial que se estendia de Istambul (antiga Constantinopla) ao Mar Adriático e incluía a Albânia. Entre 1912 e 1913, porém, perdeu quase todas essas terras para a Grécia, Bulgária e sobretudo para a Sérvia, que deu os primeiros passos no sentido de implementar seu projeto da “Grande Sérvia”; a Albânia tornou-se um Estado independente.

Em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Fernando de Habsburgo, herdeiro do trono austro-húngaro, visitava Sarajevo, capital da Bósnia, com sua esposa, quando ambos foram assassinados por um jovem bósnio cristão ortodoxo (a imensa maioria dos bósnios era muçulmana), partidário da união com a Sérvia. A Áustria-Hungria, alegando envolvimento do governo sérvio no crime, apresentou uma série de exigências que foram rejeitadas pela Sérvia.



Em 28 de julho, a Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia. No dia seguinte, a Rússia pôs suas tropas em estado de prontidão, e a Alemanha fez o mesmo em 30 de julho. Na madrugada de 1º de agosto, a Alemanha declarou guerra à Rússia, sendo imitada pelo governo austro-húngaro.
Grã-Bretanha e França, surpreendidas pela rapidez dos acontecimentos, não se moveram. Mas a Alemanha, cujos planos de campanha estavam prontos desde 1911, declarou guerra à França em 3 de agosto. Na madrugada de 4, as tropas alemãs invadiram a Bélgica – que era neutra – para surpreender os franceses com um ataque vindo de direção inesperada. A Bélgica, militarmente fraca, não conseguiria conter os invasores, os quais deveriam alcançar rapidamente o Canal da Mancha. Alarmado com essa perspectiva, o governo britânico declarou guerra à Alemanha na noite de 4 de agosto.


Em uma semana, o que deveria ser mais um conflito balcânico transformara-se em uma guerra européia. A Itália somente entrou na luta em 1915; mas fê-lo contra a Alemanha e Áustria-Hungria, porque Grã-Bretanha e França lhe prometeram – e depois não cumpriram – que os italianos ganhariam algumas colônias alemãs na África (além de Trento e Trieste, naturalmente).


O desenrolar do conflito


O plano de campanha dos alemães previa uma guerra em duas frentes; mas priorizava a Frente Ocidental (contra os anglo-franceses), ainda que isso significasse perdas territoriais temporárias na Frente Oriental (contra os russos). Assim, o Kaiser e seus generais esperavam derrotar rapidamente seus inimigos do oeste, para depois voltar suas forças contra os russos.


Na Frente Ocidental, a I Guerra Mundial apresenta duas fases bem diferenciadas:


Guerra de movimento (agosto/novembro de 1914): Os alemães ocuparam quase toda a Bélgica e também o norte da França. Mas não conseguiram tomar Paris nem dominar a costa francesa no Canal da Mancha.


Guerra de trincheiras (novembro de 1914/março de 1918): Durante quase dois anos e meio, as linhas de combate estabilizaram-se e os exércitos adversários procuraram abrigar-se em um complexo sistema de trincheiras onde passaram praticamente a morar – convivendo com ratos, parasitas e ainda com a lama ou o pó, o frio ou o calor, conforme a estação do ano. Protegidas por intrincadas redes de arame farpado e por ninhos de metralhadora, eram posições muito difíceis de conquistar. Os comandantes de ambos os lados, não preparados para essa nova realidade, continuaram durante muito tempo a ordenar ataques frontais de infantaria, perdendo dezenas de milhares de homens para avançar alguns quilômetros. O exemplo mais dramático desse inútil sacrifício de vidas foi a luta pelas posições fortificadas francesas de Verdun. A luta, que se arrastou por dez meses em 1916, provocou mais de um milhão de mortes e, no final, as posições eram as mesmas quando do início da batalha.


Na Frente Oriental, o chamado “rolo compressor russo” (o maior exército do mundo) obteve algumas vitórias iniciais, mas depois teve de recuar diante dos alemães e austro-húngaros. O exército czarista era mal armado, mal organizado e mal comandado; mesmo assim, tentou contra-ofensivas em 1915 e 1916, sofrendo baixas terríveis. No começo de 1917, os Impérios Centrais controlavam firmemente a Polônia, a Lituânia, a Letônia e parte da Bielo-Rússia (todos esses territórios faziam parte do Império Russo).


Na África e no Pacífico, a maioria das colônias alemãs caiu rapidamente em poder dos Aliados. No Oriente Médio, um exército britânico passou a operar contra os turcos a partir de 1917; foi auxiliado por um levante das tribos da Arábia, estimuladas pelo célebre agente inglês Thomas Lawrence, conhecido como “Lawrence da Arábia”.


No Mar do Norte, a esquadra alemã defrontou-se com a britânica na Batalha da Jutlândia (1916), mas não conseguiu romper o bloqueio marítimo imposto pelos Aliados.



1917: o ano decisivo



Em janeiro de 1917, o governo alemão anunciou que iria iniciar uma campanha submarina “sem restrições”; ou seja, seus submarinos torpedeariam quaisquer navios que tentassem alcançar portos franceses ou britânicos. Essa decisão complicou a situação dos Aliados, pois a Grã-Bretanha dependia de fornecimentos marítimos para sua própria sobrevivência.


Em março de 1917, estourou a Revolução Russa. O czar Nicolau II foi derrubado e um governo provisório liberal (formado por aristocratas e burgueses) assumiu o poder. Oficialmente, a Rússia continuou na guerra contra a Alemanha; mas seus soldados, esgotados e desmoralizados, praticamente pararam de combater. Essa circunstância poderia permitir aos alemães deslocarem tropas para a frente ocidental, derrotando definitivamente ingleses e franceses.


No decorrer da guerra, os Estados Unidos haviam-se tornado os grandes fornecedores dos Aliados, aos quais vendiam desde alimentos até armas e munições. Grã-Bretanha, França e outros países tinham acumulado débitos enormes junto aos empresários norte-americanos, os quais não poderiam suportar o fantástico prejuízo advindo de uma possível derrota anglo-francesa.



Por essa razão, em 6 de abril de 1917, tomando como pretexto o afundamento de cinco navios norte-americanos por submarinos alemães, o presidente Wilson (o mesmo que em janeiro daquele ano divulgara seus 14 pontos para uma paz justa), declarou guerra aos Impérios Centrais.


Como o país não tinha serviço militar obrigatório, foram necessários dez meses para treinar um enorme exército que pudesse operar na Europa. Mas a marinha de guerra norte-americana entrou imediatamente na luta contra os submarinos alemães, aliviando a grave situação dos ingleses.



1918: Cronologia do término do conflito


Fevereiro: Chegada das primeiras tropas norte-americanas à França.


Março: O governo bolchevique (comunista) russo, que fora instaurado em novembro de 1917, assina o Tratado de Brest-Litovsk com a Alemanha, retirando a Rússia da guerra. No mesmo mês, os alemães iniciam uma última ofensiva na frente ocidental, mas mais uma vez não conseguem tomar Paris.


Julho: Contra-ofensiva aliada na França. Os alemães começam a bater em retirada.


Setembro: Capitulação (rendição) da Bulgária.


Outubro: Capitulação da Turquia.


Novembro: O Império Austro-Húngaro desintegra-se no dia 3. Áustria e Hungria assinam armistícios (acordos de cessar-fogo) separados. No dia 9, irrompe uma revolução republicana na



Alemanha; fuga do Kaiser Guilherme II. No dia 11, o novo governo alemão assina um armistício com os Aliados, na expectativa de serem observados os “14 Pontos” de Wilson (expectativa frustrada pela dureza das condições impostas pelos vencedores).


Os tratados de paz


Em 1919, reuniu-se a Conferência de Paz de Paris, para a qual somente a Rússia não foi convidada. Todavia, em vez de discussões amplas e abertas entre todos os envolvidos na Grande Guerra (nome dado ao conflito de 1914-18 até 1939, quando começou a II Guerra Mundial), os tratados de paz foram elaborados pelos Três Grandes – Wilson, dos EUA; Lloyd George, da Grã-Bretanha; Clemenceau, da França – e impostos aos países vencidos.


O tratado mais importante foi o de Versalhes, que a Alemanha foi obrigada a assinar. Eis suas cláusulas mais importantes:


A Alemanha foi considerada a única responsável pela eclosão da guerra.


Foram perdidas todas as colônias e vários territórios alemães na Europa (principais: a Alsácia-

Lorena, restituída à França; o Corredor Polonês, que dividiu a Alemanha em duas partes; o porto de Danzig, transformado em cidade-livre).


Limitações militares: proibição do serviço militar obrigatório e da produção de aviões de combate, tanques, canhões gigantes, navios de guerra de grande porte e submarinos, além da limitação do exército alemão a 100 mil homens.


Pagamento de pesadíssimas reparações de guerra.


As duras (e injustas) condições do Tratado de Versalhes geraram entre os alemães um profundo ressentimento, responsável em grande parte pela ascensão de Hitler ao poder– o que acabaria levando à II Guerra Mundial.


Consequências da I Guerra Mundial


• 11 milhões de mortos (destes, 8 milhões eram combatentes).
• Fim dos impérios Russo, Austro-Húngaro, Alemão e Otomano.
• Surgimento de novos Estados europeus:
Do desmembramento do Império Austro-Húngaro: Áustria, Hungria, Checoslováquia e Iugoslávia (nome oficial da “Grande Sérvia”, criado em 1931).
Do desmembramento do Império Russo:
URSS, Finlândia, Polônia, Lituânia, Letônia e Estônia.
• Crise econômica generalizada, com especial gravidade na URSS, Itália e Alemanha.
• Surgimento dos regimes totalitários, tanto de esquerda (comunismo) como de direita (fascismo).
• Ascensão dos EUA à posição de maior potência mundial.
• Criação da Sociedade das Nações ou Liga das Nações – um dos poucos itens dos “14 Pontos” que foram aproveitados.
• Existência de minorias étnicas com tendência separatista em vários países da Europa Central e Oriental, criando graves focos de tensão.

Fonte:
Módulo Curso Objetivo 2011
Livro “Das Cavernas ao Terceiro Milênio” de Patrícia Braik e Myrian Mota.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Lição 3º Ano para a próxima quinta-feira (26)



Questões Vestibular/Enen das paginas 532, 533 e 534

domingo, 8 de maio de 2011

Movimentos Sociais Urbanos na Primeira República (3º Ano, semana de 09 a 13 de Maio)

• No inicio do século XX a indústria de bens de capital (cimento, maquinas...) começou a crescer.

• As cidades mostravam uma composição social diversificada com um novo tipo de personagem o operário.

• Os serviços públicos urbanos eram precários e o descaso do governo com os grupos menos privilegiados era visível.


A Revolta da vacina (1904)

• Durante o governo do presidente Rodrigues Alves (1902-1906) e do prefeito Pereira Passos buscou-se um novo esquadrinhamento do Rio de Janeiro, buscando redefinir o lugar das populações mais carentes e fazendo um processo de higienização forçada desses lugares.

• A população se revoltava com as vistorias em suas casas feitas de maneira agressiva e sem nenhuma informação anterior.

• A insatisfação ganhou contornos de revolta popular em 1904, por conta de uma campanha de vacinação obrigatória.

• Durante mais de uma semana a população enfrentou as forças governamentais nas ruas do Rio de Janeiro, mais de mil pessoas foram presas e deportadas para o atual território do Acre.

A Revolta da Chibata (1910)

• No inicio do século XX os marinheiros de baixa patente eram de origem humilde e quase sempre negro ou mestiço, os salários eram baixos, a jornada de trabalho eram enormes e os castigos corporais eram comuns.

• Em 1910 os marinheiros dos encouraçados Minas Gerais e São Paulo se revoltaram contra o governo e a alta patente da marinha.

• Um dos principais lideres foi João Candido Felisberto, o Almirante Negro.
• O congresso votou pelo fim dos castigos corporais, mas os revoltosos foram perseguidos. O almirante negro foi julgado em 1912 e inocentado.


O Movimento operário

• A constituição de 1891 trazia poucas medidas de proteção social para o trabalhador.

• As relações trabalhistas ainda traziam consigo certa lógica exploratória da escravidão.

• Esses operários eram negros/mestiços/brancos pobres e imigrantes estrangeiros, sobretudo italianos.
• Vindo sobretudo da influencia desses imigrantes perspectivas políticas européias como o socialismo, o comunismo e o anarquismo chegaram ao Brasil.

• Dessas tendências o anarco-sindicalismo se tornou em um primeiro momento a mais importante, eles acreditavam no poder dos sindicatos e da greve enquanto um instrumento de pressão política.

• Na primeira metade do século XX surgiu também uma imprensa operaria e a existência de grandes greves, inclusive uma greve geral em São Paulo no ano de 1917.

• Gradativamente os comunistas foram ocupando os postos de comando que anteriormente pertenciam aos anarquistas, graças sobretudo as mudanças ocorridas no plano exterior (Revolução Russa e ascensão comunista na Internacional) e pelo apelo “político” que os comunistas traziam.

• Em 1922 foi fundado no Brasil o Partido Comunista Brasileiro (PCB), que se tornou nacional sobretudo depois da filiação do líder tenentista Luís Carlos Prestes.


O Tenentismo

• Movimento integrado por jovens oficiais do exército e que expressou o inconformismo político de setores médios urbanos contra a ordem oligárquica.

• Na tentativa de quebrar o esquema “café com leite” passaram a combater a posse de Artur Bernardes e alguns levantes armados em fortes no Rio Grande do Sul e São Paulo.

• Como esses levantes fracassaram os participantes desses dois estados se uniram em um movimento social chamado por Coluna Prestes por contar em sua liderança pelo oficial do exercito Luís Carlos Prestes.

• A Coluna prestes percorreu todo o país, mas não ganhou adeptos contra o governo oligárquico, sobretudo pelo caráter elitista do movimento e pela incompreensão das massas quase sempre iletrada.

• Depois de tomar contato com o Marxismo, em 1928, Luís Carlos Prestes se filia ao Partido Comunista.


A Semana de Arte Moderna (1922)

Movimento artístico de ruptura aos modelos parnasianos e românticos, considerados conservadores e ultrapassados.

Os participantes tinham como principais propostas conciliar uma linguagem importada das vanguardas européias (Expressionismo, Cubismo e Futurismo) com um conteúdo nativista que resgatasse as raízes culturais brasileiras.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

E a profecia de Antonio Conselheiro se cumpriu.... 3o Ano

"O sertão vai virar mar, dá no coração O medo que algum dia o mar também vire sertão"

Represa do Cocorobo, Canudos, Bahia

Canudos e Cangaço em prosas e versos - 3o Ano semana de 02 a 05e

Sobradinho

Sá e Guarabyra

Composição : Sá e Guarabyra

O homem chega, já desfaz a natureza
Tira gente, põe represa, diz que tudo vai mudar
O São Francisco lá pra cima da Bahia
Diz que dia menos dia vai subir bem devagar
E passo a passo vai cumprindo a profecia do beato que dizia que o Sertão ia alagar

O sertão vai virar mar, dá no coração

O medo que algum dia o mar também vire sertão

Adeus Remanso, Casa Nova, Sento-Sé
Adeus Pilão Arcado vem o rio te engolir
Debaixo d'água lá se vai a vida inteira
Por cima da cachoeira o gaiola vai, vai subir
Vai ter barragem no salto do Sobradinho
E o povo vai-se embora com medo de se afogar.

Remanso, Casa Nova, Sento-Sé
Pilão Arcado, Sobradinho
Adeus, Adeus ...

link para vídeo da Musica


Banditismo Por Uma Questão De Classe

Nação Zumbi

Composição: Chico Science

Há um tempo atrás se falava de bandidos
Há um tempo atrás se falava em solução
Há um tempo atrás se falava e progresso
Há um tempo atrás que eu via televisão

Galeguinho do Coque não tinha medo, não tinha
Não tinha medo da perna cabiluda
Biu do olho verde fazia sexo, fazia
Fazia sexo com seu alicate

Galeguinho do Coque não tinha medo, não tinha
Não tinha medo da perna cabiluda
Biu do olho verde fazia sexo, fazia
Fazia sexo com seu alicate

Oi sobe morro, ladeira, córrego, beco, favela
A polícia atrás deles e eles no rabo dela
Acontece hoje e acontecia no sertão
Quando um bando de macaco perseguia Lampião
E o que ele falava outros hoje ainda falam
"Eu carrego comigo: coragem, dinheiro e bala"
Em cada morro uma história diferente
Que a polícia mata gente inocente

E quem era inocente hoje já virou bandido
Pra poder comer um pedaço de pão todo fudido

Galeguinho do Coque não tinha medo, não tinha
Não tinha medo da perna cabiluda
Biu do olho verde fazia sexo, fazia
Fazia sexo com seu alicate

Galeguinho do Coque não tinha medo, não tinha
Não tinha medo da perna cabiluda
Biu do olho verde fazia sexo, fazia
Fazia sexo com seu alicate

Oi sobe morro, ladeira, córrego, beco, favela
A polícia atrás deles e eles no rabo dela
Acontece hoje e acontecia no sertão
Quando um bando de macaco perseguia Lampião
E o que ele falava outros hoje ainda falam
"Eu carrego comigo: coragem, dinheiro e bala"
Em cada morro uma história diferente
Que a polícia mata gente inocente

E quem era inocente hoje já virou bandido
Pra poder comer um pedaço de pão todo fudido

Banditismo por pura maldade
Banditismo por necessidade
Banditismo por pura maldade
Banditismo por necessidade
Banditismo por uma questão de classe!
Banditismo por uma questão de classe!
Banditismo por uma questão de classe!
Banditismo por uma questão de classe!


Link para video

domingo, 1 de maio de 2011

Aprofundamento 3 Ano - Os Sobreviventes de Canudos



Pequeno trailer do filme "Os sobreviventes de Canudos" com relatos de sobreviventes da Guerra de Canudos. Clique aqui

Os Movimentos Sociais Rurais na República Oligárquica (3 Ano, semana de 02 a 05 de março)

Três grupos:

1º) Conteúdo religioso + Carência Social: Canudos

2º) Conteúdo religioso + Reinvidicação Social: Contestado

3º) Reivindicações Sociais: Cangaço

A Guerra de Canudos

· Movimento social capitaneado por Antonio Conselheiro que ocorreu no interior da Bahia.

· Antonio Vicente Maciel, também conhecido como Antonio conselheiro, era Cearense e tal quais outros beatos existentes na época em meados de 1874 percorria o s sertões do Ceará, Pernambuco, Sergipe e Bahia.

· Conselheiro e seus seguidores fixaram-se numa fazenda abandonada, próximo ao rui vaza barris, no sertão baiano. Nesse lugar fundou o arraial do Belo Monte, popularmente chamado de Canudos, por conta da vegetação local.

· Em Canudos fixaram mais de 30 mil pessoas, sobrevivendo do trabalho comunitário em forma de mutirão.

· Sem ter nenhum controle por parte da igreja, tão pouco dos coronéis locais, muito menos do governo estadual e nacional. Canudos passou a incomodar os poderosos.

· Para Conter o avanço de Canudos e no afinco de evitar novas experiências como essa o governo envia 4 expedições para derrotar o arraial.

A Guerra do Contestado.

· A região do Contestado estava situada entre Santa Catarina e Paraná e era disputada por posseiras e grandes companhias que disputavam a área para a plantação de erva mate.

· A situação de conflito se agravou com a construção de uma estrada de ferro São Paulo - Rio Grande do Sul, que trouxe mais posseiros para a região que passaram a se instalar nas margens das rodovias.

· Nesse contexto que surgiu a figura do líder religioso Miguel Lucena Boaventura, o monge José Maria.

· Com ele fundou-se uma enorme povoação, que constitui uma milícia chamada de “pelados” que resistiu até 1915 às investidas dos “peludos” (jagunços locais a mandos das empresas de erva mate, policiais e soldados dos exércitos).

O Cangaço

·

· Movimento que teve início no final do século XIX estendendo-se até o ano de 1940.

· Em geral homens e mulheres aderiam ao cangaço para fugir da miséria, para vingar de alguém poderoso ou por conta de brigas entre famílias distintas.

· Os primeiros bandos de cangaceiros atuavam seguindo ordens de algum coronel, depois se tornaram independentes.

· Alguns se tornaram famosos como Antonio Silvino, Corisco e Lampião.

· O Cangaço perdeu força com uma melhor organização das forças de repressão e quando se iniciou um processo de industrialização no sudeste, para onde passaram a migrar as populações nordestinas.

A República Velha (Republica das Oligarquias) na visão do historiador Boris Fausto



Prezados para um aprofundamento maior do inicio da republica brasileira vejam o video abaixo de um de nossos mais importantes historiadores Boris Fausto:

sábado, 30 de abril de 2011

O Brasil na Primeira República - 3 Ano (Semana de 25 a 29 de Abril)

O Fim da Monarquia:

  • · O fim da escravidão, a lei de Terras, o aumento do prestigio do exercito e um novo contexto internacional ( ascensão da Inglaterra e da lógica capitalista)
  • · A proclamação da República acontece de maneira gradual, sem transformações de grande monte “O povo assistiu bestializado”.

Os primeiros tempos da República

  • · País rural, uma população carente de terra, saúde e educação.
  • · As elites, sediadas no rio de Janeiro, tentavam imitar o modo de vida francês, já a população pobre e operária, começava a ser empurrada para os morros.

A República da Espada

· Marechal Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto: governos centralistas e autoritários.

O Governo do Marechal Deodoro da Fonseca

  • · Dissolveu as assembléias provinciais e as câmaras municipais, demitiu os dirigentes das províncias e indicou novos dirigentes para ela.
  • · Proclamou a Constituição Republicana de 1891, essa transformou o pai em uma republica Federativa (Os Estados Unidos do Brasil), estabeleceu o voto direto para presidente, o mandato de 4 anos, reconhecimento da igualdade de todos perante a lei, direito a propriedade e separação da Igreja do Estado.
  • · Economicamente o país passava por sérias dificuldades, principalmente depois da política do Encilhamento, proposta por Rui Barbosa, que consistia em emitir mais dinheiro e emprestá-lo aos empreendedores.
  • · Insatisfações dos ministros conservadores e fracasso econômico minaram o governo do Marechal Deodoro da Fonseca, que doente, viu-se obrigado a renunciar.

Gooverno de Floriano Peixoto
  • · Para atenuar os desgastes promoveu algumas medidas populares como diminuir os preços dos alugueis, isenção de impostos sobre a carne e controle dos preços de primeira necessidade.
  • · Enfrentou também resistências e levantes côo a Revolução Federalista (conflito no sul do Brasil entre federalistas, os maragatos, e republicanos, os chimangos) e a Revolta da Armada (movimento resultante da disputa pelo poder entre os oficiais do Exercito e da Marinha).

A República Oligárquica

  • · Inicio dos governos de presidentes civis no Brasil.
  • · Hegemonia política de São Paulo (cafeicultores) e Minas Gerais (leiteiros).
  • · O café era o principal produto nacional, sustentado sobretudo pelo trabalho dos imigrantes.
  • · Inicio da industrialização no Brasil, sobretudo em São Paulo, graças a fabricas de beneficiamento do café, das ferrovias necessárias para escoar a produção e dos portos para enviar os produtos para a Europa.

· Mecanismos de sustentação política:

· Política dos Governadores: Presidente apoiaria os candidatos fieis ao governo federal, já o governo federal não interferiria nas eleições estaduais.

· Comissão de Verificação de Poderes: Comissão que “verificava” se candidatos cometeram alguma fraude no período eleitoral, assegurando assim que só fieis ao governo federal fossem eleitos.

· Política do café com leite: alternância de poder entre mineiros e paulistas.

· Coronelismo: lideres locais que controlavam através do voto de cabresto os votos que davam sustentação tanto aos governadores, quanto ao presidente.